segunda-feira, 20 de julho de 2009


Eu sinto bastante saudade das nossas conversas sim, principalmente as que a gente tinha antes de dormir. Saudade de jantar vendo novela e discutindo o quanto alguma cicraninha era sacana. Saudade dos seus gritinhos histéricos, dos seus sapatos espalhados pelo quarto. Da cama sempre arrumada. Até de quando você chegava falando italiano alto pela casa.

E aquela fumacinha típica de quando a minha mãe fritava bife, hein? E a Lily sempre deitada entre o corredor e a porta da cozinha. Os pulinhos na janela, aquelas crianças chatas gritando às 5 horas da tarde toooodos os dias. Eu sinto muita saudade de chegar em casa e abrir a porta e ter sempre alguém falando ou discutindo. Das minhas bagunças aos finais de semana e até daquelas baladas monstras que me deixavam tensa e destruída no dia seguinte. Daquele calor insuportável, da pedra do arpoador. Dos roles miados da Samara, de cantar bêbada as 6 horas da manha na orla de Copacabana. Das reboladas da Gabitch, as mordidas doloriiiidas que o tety sempre dava nas minhas bochechas. O melzinho da Lapa, o abraço do Ulysses... do movimento, dos meus medos incríveis e daquela parte que ainda não tinha crescido mas também não queria ser só mais uma menina.

É, virar adulto é complicado. Porque implica em abnegações e responsabilidades e isso quer dizer que você está sozinho, não porque está só, de solidão física. Mas porque ninguém vai resolver ou fazer por você.
Mas Também tem o preço único de ser jovem, ter a mesma resistência dos 15 anos e o poder de ser quem você quer ser e fazer o que tem que ser feito.
Vale a pena, ainda vale a pena ;)

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.