segunda-feira, 6 de julho de 2009


Na preguiça de passar mais textos do meu caderno pra cá, vai um antigo que tinha aqui mesmo.

Quer saber? Não, você não vai querer saber. Mas essa noite, especialmente, eu senti muita raiva sua. Eu não acredito nas suas mentiras e não tenho muito estômago pra você. Cada palavra que sai da sua boca parece muito perfeita, mas isso ofende a minha inteligência.

Dava pra conseguir esse tipo de coisa muito fácil com outros tipos de pessoa que você está acostumado. Eu queria muito te bater, muito mesmo. Eu queria te ver sem essa máscara de bom moço que você colou no rosto. Eu acho até que você nunca tira ela pra dormir, sabia? Já se acostumou. É bem capaz que você mesmo acredite que essa é a sua cara verdadeira. Mas o seu rosto não é bonito da forma que você pinta, e você também não é uma pessoa suave. Porque você não está em paz. Você nunca está em paz. E é isso que você leva pra vida das pessoas. Essa energia baixa, a miséria espiritual que você sempre está.

Eu sei os tons que você pinta e a pose de santo que você incorpora. Eu acho mesmo que você engane todo mundo muito bem, parabéns! Ninguém te conhece de verdade, olha que magnífico, não é mesmo? você não existe! Pois é, cara... é verdade. A real é que você não existe e se você não existe, ninguém gosta de você. As pessoas se solidarizam com o personagem que você criou. Mas pra você nunca sobrou nada. Nada, nada, nada, nada. Porque mesmo que você mostrasse quem é de verdade, as pessoas sentiriam pena, mais do que já sentem, com nojo. Nojo do perfeito babaca egoísta que você é.

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