terça-feira, 28 de julho de 2009


“Vazar pelo lápis, deixar o grafite rabiscar pelo papel o que corre veia a dentro”

Corpíssimo cansado, alma mais ou menos lavada. Parece que as coisas estão andando novamente. Por quê a gente insiste em ter aquela escrota mania de se preocupar com tudo? Odeio esses pés balançando, ainda que me lembrem que tudo o que vivo é intenso. Não teria sentido se não fosse isso.
Nada me paga o prazer de trabalhar sentindo que eu estou brincando e ter o poder de colorir na pele de outra pessoa sua própria mente, sonho, criatividade...

Nós somos os grandes “transformadores” de idéias e marcas em arte

Apesar dos pesares, eu me encontro muito em todos esses tons ;)

quarta-feira, 22 de julho de 2009


A medida que se cresce é comum olhar pra trás e pensar no quanto a gente não sabia muito e tudo parecia tão grande e fácil. São tantas fases que parecem ter acontecido ontem e ao mesmo tempo que o tempo passa rápido, esses poucos meses eu vi muitas formas de Aline se manifestarem. Em toda a minha vida eu nunca aprendi a cuidar tão bem de mim mesma como nesse último ano.

Essas crises de solidão, abnegações, barreiras, dificuldades. Eu nunca perdi tanto pra poder ganhar como nesses meses. Eu também nunca me calei tanto e abandonei aqueles hábitos exagerados e teimosos que muito me orgulhavam. E que apesar de serem realmente motivos de orgulho, me machucavam.

Ainda sinto saudades do sol, dói um pouco sentir alguma perna encostar nas minhas quando vou dormir. E muitas horas do dia eu me pergunto em que parte da historia se perdeu todo aquele entusiasmo e aquela alegria. Qual foi a hora que essa tristeza esquisita sequestrou o brilho sem que eu nem tenha notado? Eu entendo a raposa que ronda até atacar, mas me perco em qualquer outra forma que nunca se manifesta e mata do nada. O ponto é que eu simplesmente perdi o ponto. E não sei conde recuperá-lo.

Às vezes a gente quer mesmo dizer que é tudo culpa do inverno, que no verão a essa hora eu ainda estaria de biquíni enrolando pra dormir. Que as janelas estariam abertas, o ventilador ligado ou eu estaria voltando de algum bar qualquer. O frio sempre me recolhe, sempre da preguiça, desanimo. Não da nem vontade de sair da cama à tarde pra desenhar.
Se fosse verão eu estaria xingando pela casa o quanto me revoltava pegar ônibus e me despencar até qualquer canto embaixo de um sol insuportável que me lembrava muito o mau humor típico da TPM. Mas eu voltaria feliz. E o inverno sempre me desanima pra sair de casa.

Desgasta mesmo, eu sei. Qualquer caminho pra vitoria sem dúvidas não é feito de rosas. Existem um milhão de pontes e semi-deuses... saídas e focos. Mas se as minhas idéias não fossem fixas, eu jamais alcançaria os meus objetivos.

Capaz que eu ainda enlouqueça mais do que já enlouqueci. Me foda mais. Aquela visão tão otimista e bonita de tudo não fica mais tão presente na minha cabeça. Eu sei que as coisas não são fáceis. Mas eu não penso em desistir nunca. As coisas que eu passo são por escolhas que eu mesma fiz. E eu pago cada uma delas porque sei das recompensas.

Caiu na rotina, no desgaste, na loucura. Eu to pirando, mas to onde eu preciso estar.
É só pensar como um organismo doente. Tudo o que eu preciso fazer é agüentar firme e me cuidar, até que ele se cure.

Eu sei que se eu fosse “normal” tudo seria mais fácil. Mas seria muito menos satisfatório. Ser comum nunca coube em mim mesmo.


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semi-deuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o."

Nietzsche

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Eu sinto bastante saudade das nossas conversas sim, principalmente as que a gente tinha antes de dormir. Saudade de jantar vendo novela e discutindo o quanto alguma cicraninha era sacana. Saudade dos seus gritinhos histéricos, dos seus sapatos espalhados pelo quarto. Da cama sempre arrumada. Até de quando você chegava falando italiano alto pela casa.

E aquela fumacinha típica de quando a minha mãe fritava bife, hein? E a Lily sempre deitada entre o corredor e a porta da cozinha. Os pulinhos na janela, aquelas crianças chatas gritando às 5 horas da tarde toooodos os dias. Eu sinto muita saudade de chegar em casa e abrir a porta e ter sempre alguém falando ou discutindo. Das minhas bagunças aos finais de semana e até daquelas baladas monstras que me deixavam tensa e destruída no dia seguinte. Daquele calor insuportável, da pedra do arpoador. Dos roles miados da Samara, de cantar bêbada as 6 horas da manha na orla de Copacabana. Das reboladas da Gabitch, as mordidas doloriiiidas que o tety sempre dava nas minhas bochechas. O melzinho da Lapa, o abraço do Ulysses... do movimento, dos meus medos incríveis e daquela parte que ainda não tinha crescido mas também não queria ser só mais uma menina.

É, virar adulto é complicado. Porque implica em abnegações e responsabilidades e isso quer dizer que você está sozinho, não porque está só, de solidão física. Mas porque ninguém vai resolver ou fazer por você.
Mas Também tem o preço único de ser jovem, ter a mesma resistência dos 15 anos e o poder de ser quem você quer ser e fazer o que tem que ser feito.
Vale a pena, ainda vale a pena ;)

quinta-feira, 16 de julho de 2009


"Vc pode sentir isso te esmagar, e parece que tras o pior de vc pra fora.. nao há fuga. De todas as cores que vc brilha, com certeza essa nao é a melhor. Eu sei que vc se sente só... e que ninguém pode te entender. Mas nunca de as costas para aqueles que te ajudam. Bom, eles amariam te salvar.. vc nao sabe o quanto eles amam te ver sorrir. Mas essas cores que vc brilha, com certeza nao sao o seu estilo"
Crossfade.

quarta-feira, 8 de julho de 2009


Quando eu te olho me vejo há um tempo atrás, sabia? Engraçado, você ainda tem a suavidade, a doçura e a mesma ingenuidade que eu tinha aos 19 anos de idade e acreditava ser pra sempre. Quase ninguém mais carregava isso. Foi um erro aquela noite beber e te dizer pra perder o que não se deve. Eu, mais do que qualquer pessoa, sei disso. Sei que é tudo uma roda, é um movimento cíclico. Mas talvez eu tenha feito pra te proteger... te proteger do mundo, mas esqueci de dizer pra se proteger de si mesmo, isso foi um erro.

Eu não queria errar como erraram comigo. Eu não me tornei uma “menina má”, nada disso. Sabe que eu ainda enxergo em mim um pouco do que você tem? Um pouco. Talvez eu já não seja mais tão suave, na verdade eu sou, mas eu também tive que aprender a ser mais real, principalmente comigo. Cada ferida e cada soco que eu levei no estômago me obrigaram. Eu não queria que isso se repetisse com você, mas vai se repetir. Mas não se preocupa, todo mundo vai dizer pra você se preocupar. Não se prepara, como eu fiz.

Sabe quando eu disse que as pessoas sempre te preparam pro mundo e nunca pra si mesmo? Exatamente isso que fez ser um erro te dizer que era “normal”. Não devia ser normal. Não é normal, é comum. Lembre-se sempre disso. Você vai sofrer, muito mais do que já sofreu, se você acha que já sofreu. E você vai se revoltar. E quando você apanhar tanto e descobrir que a maior parte das pessoas são assim, a primeira coisa que você vai lembrar, é justamente uma das primeiras que você deveria esquecer. Não tente ser como elas. Quando você se prepara pro mundo, muitas vezes você se torna um monstro quase a altura. Porque se proteger do mundo vai te fazer criar pessoas iguais as que um dia te fizeram sangrar.
Sabe essa ingenuidade que você carrega e toda essa leveza que quase ninguém mais tem? É o principal pra te fazer bem. É i que vai te sustentar. Não acredita neles não. Se protege sim, não seja bobo. Mas não siga o caminho dos outros.


“Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.” Nietzsche.

Hey, capitão. A vida não é um filme, então trate de dar o fora com suas idéias e sonhos. Ei, eu já te disse que umas bebidas, cigarros e noitadas poderiam me aliviar? Eu não dou um mês pra te ver fora daqui.
E não volte, capitão. O senhor é cheio de ladainhas. Vá embora com seus sonhos feridos daqui. Eu sempre te vejo sorrindo de longe e bem, eu nunca entendi de verdade o motivo. Parecia uma suavidade típica de quem acredita e logo se machuca. Ah, capitão, vamos embora! O barco vai afundar, eu sempre te avisei que havia mil buracos aqui dentro, ok?! Eu entrei pra gente se divertir no mar, lembra disso?

Vamos, capitão. Tire esse sorriso típico do rosto, senão você vai morrer afogado.

segunda-feira, 6 de julho de 2009


Na preguiça de passar mais textos do meu caderno pra cá, vai um antigo que tinha aqui mesmo.

Quer saber? Não, você não vai querer saber. Mas essa noite, especialmente, eu senti muita raiva sua. Eu não acredito nas suas mentiras e não tenho muito estômago pra você. Cada palavra que sai da sua boca parece muito perfeita, mas isso ofende a minha inteligência.

Dava pra conseguir esse tipo de coisa muito fácil com outros tipos de pessoa que você está acostumado. Eu queria muito te bater, muito mesmo. Eu queria te ver sem essa máscara de bom moço que você colou no rosto. Eu acho até que você nunca tira ela pra dormir, sabia? Já se acostumou. É bem capaz que você mesmo acredite que essa é a sua cara verdadeira. Mas o seu rosto não é bonito da forma que você pinta, e você também não é uma pessoa suave. Porque você não está em paz. Você nunca está em paz. E é isso que você leva pra vida das pessoas. Essa energia baixa, a miséria espiritual que você sempre está.

Eu sei os tons que você pinta e a pose de santo que você incorpora. Eu acho mesmo que você engane todo mundo muito bem, parabéns! Ninguém te conhece de verdade, olha que magnífico, não é mesmo? você não existe! Pois é, cara... é verdade. A real é que você não existe e se você não existe, ninguém gosta de você. As pessoas se solidarizam com o personagem que você criou. Mas pra você nunca sobrou nada. Nada, nada, nada, nada. Porque mesmo que você mostrasse quem é de verdade, as pessoas sentiriam pena, mais do que já sentem, com nojo. Nojo do perfeito babaca egoísta que você é.

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.