quinta-feira, 28 de maio de 2009

Finalmente as coisas estão se resolvendo. Eu to me sentindo extremamente bem e feliz. Depois de todos os turbilhões seguidos que eu vinha passando desde o final do ano passado, acho que há meses eu não conseguia respirar tão aliviada assim. Parece que um peso enorme saiu das minhas costas.

Até o mês passado as coisas ainda estavam muito difíceis... eu cheguei alguns momentos a ter vontade de sumir, mas eu não podia por causa dos contatos a respeito de trabalho. Então a forma que eu encontrei de estar entre todas as coisas, todas as confusões e entre as pessoas, era entrando dentro de mim mesma. E sinceramente, foi a melhor coisa que eu fiz.
Não existe força maior do que a que fica aqui dentro... é como a chave certa do nosso equilíbrio, e eu posso dizer que é graças a ela que eu colho os frutos do que to conseguindo agora.
Esse negócio de “não desanimar nunca” é meio complicado. Diante de certos fatos a gente desanima mesmo. A única coisa que eu acho que deve sempre existir na nossa consciência, é que apesar de algumas horas precisar e querer chorar e querer se recolher, é preciso saber que são tempos... e não o fim da linha.

Eu lembro de muitas vezes ter visto a minha mãe “perder as forças” chorando, desabafando com alguém dizendo que não agüentava mais alguma situação. E continuar se mantendo em pé... mas eu também acho que se manter em pé e fazer o que precisa ser feito não é exatamente o que torna alguém forte. O que me faz caracterizar uma pessoa como forte, é ver que ela passou por milhões de coisas na vida, e além de ter enfrentado todas, apesar de chorar diante das situações, é principalmente não ter deixado que as “traições” da vida ou das pessoas tenham tirado o que elas tem de melhor, o brilho interno, a felicidade.

E era exatamente o que me matava, porque eu não podia fazer nada além de apoiar e ficar do lado. Porque ninguém podia fazer nada, alem dela mesma. Por isso às vezes eu digo que me sinto tão só, não é por ausência de pessoas... é pelo tipo de situação que eu me encontro. Os nossos sentimentos são individuais, e ter que resolver algumas coisas sozinha, às vezes me da essa sensação... porque eu sei que sou só eu comigo mesma. Mais ninguém.

As aporrinhações foram embora, e eu agradeço cada uma delas por terem me feito uma pessoa mais forte e com uma visão melhor das coisas. Eu sabia que precisava de muito do que me deixava triste pra poder crescer. E eu escolhi aprender com elas. Nós colhemos os frutos do que fazemos com as circunstâncias em que nos colocamos. Apesar de toda vontade que eu tinha de bater, gritar, espancar e me revoltar, de perder o controle, eu sabia que não adiantaria nada... quanto mais desesperada, pior as coisas ficavam. Eu só destruiria a mim mesma. E apesar de chorar, de me sentir fraca e sozinha, e perder algumas noites de sono... eu não deixei de fazer o que precisava ser feito, e não deixei de ir atrás do que eu queria. Eu sabia que o melhor a fazer, até que o furacão fosse embora, era me voltar pra dentro de mim mesma, pra me equilibrar.

Agora eu to chegando cada vez mais perto do que eu busquei. Consegui um estúdio na minha rua pra me ajudar com as tatuagens, os meus trabalhos estão cada vez melhores e mais pessoas tem me procurado.

Ontem uma amiga me disse que achava que esse estúdio me ensinaria bastante, mas que talvez não fosse aquilo que eu sempre sonhei. Mas eu não busco nele “o que eu sempre sonhei” e sim a ponte pra isso. Por que o que eu “sempre sonhei” engloba um milhão de coisas, e dentre elas aprender, pra poder ser uma tatuadora foda e ter o meu estúdio, é o principal.

Por essas e outras eu criei a minha própria forma terapêutica, que não engloba remexer em feridas passadas com um desconhecido e muito menos encher a cara de remédios que me dão a falsa ilusão de que tudo está bem. Se eu fico triste, é porque algo está errado, e se algo está errado é sinal de que eu tenho pensado errado. E se eu penso errado e ajo errado, e conseqüentemente as coisas dão errado, eu preciso mudar. E é dessa mudança que vem a minha “cura”.
Por isso todos os dias eu busco equilíbrio e todas as noites eu peço que a minha força nunca acabe, e que eu sempre irradie meu brilho. Porque nós somos o que transmitimos. E nós atraímos as mesmas coisas que estão na nossa faixa vibratória.

Being so close to myself is how close our eyes and enter into communion with God.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ich bin die Macht

Perceba; a única estrela que brilha no céu, não é única. Senão seu foco...

Se eu parar pra pensar em como as coisas chegaram a esse ponto eu vou me deprimir. A não ser que eu pare pra olhar as outras estrelas...
Tudo aconteceu de uma forma tão sutil e rápida, que o que me agrada é saber que nessa roda nada é tão resoluto que não possa modificar-se ou ser modificado. Pois bem, modifiquei.
Eu sempre quis estar do outro lado, e agora estou do outro lado. Do meu lado...
Ta certo que essa estrela, desse meu ângulo agora brilha mais. Mas se eu continuasse focada nela, as outras jamais brilhariam. Eu to falando de transmutação.
Transformação, equilíbrio, poder, mãos, foco... nunca estagnar.

Eu to tentando mudar a situação, pensar no passado não vai me deixar focar no futuro, e o futuro é o que eu tento fazer no presente. Portanto, perder tempo pensando no que me deixa triste vai tirar meu foco, por isso eu acreditei. E por isso eu sei que nessa roda inconstante e avassaladora, existe o lado positivo quando eu to embaixo. Não estagnar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

“O problema das pessoas, é que ninguém confia em ninguém”. Sábias palavras de J.
Eu me senti patética, paralisada, pasma... pela primeira vez na vida eu não sabia o que dizer, ainda que aquele fosse um dos meus assuntos preferidos.

- Você precisa ser conquistada.
- O quê?
- Nada, esquece.
- Não. Repete o que você disse...
- Você nunca amou, eu já amei.
- É, eu nunca amei. Eu nunca tive motivos para amar um homem.
- Você é muito desconfiada, Aline.
- Não, não sou não.
- É sim. Você não acredita de cara no que as pessoas dizem. Fica sempre com o pé atrás... você não consegue confiar direito no que eu estou dizendo.
- É porque eu já me ferrei muito.
- Eu também já me ferrei muito. A vida é assim. É você arriscar e ver no que da...


Eu sei, eu também já pensei assim e já agi assim um milhão de vezes, ainda que todas as pessoas a minha volta me alertassem. “Você sempre se joga demais”. E eu sempre dizia que não era uma questão de confiar nas pessoas, era uma questão de confiar em mim. “Não importa o que aconteça, eu sempre saio dessa... então eu posso me jogar”. E esse modo de agir me sustentou durante anos e anos, e eu sempre encontrei um encanto nele... de poder acreditar nas coisas de uma forma que talvez não seja tão real.

Não sei, sinceramente. Não sei mais até que ponto acreditar. Eu cansei de ouvir demais, eu quero ver. Eu não acredito mais no que as pessoas me dizem e sim no que elas me fazem. E eu sei que isso também pode ter um lado injusto...
Não vou dizer que eu não me jogue mais, mas uma parte de toda essa beleza foi embora de verdade. As coisas não são tão fantásticas e a maior parte das pessoas são egoístas e gostam de elevar o ego. A maior parte das pessoas vão sim tentar nos enganar, até quando gostarem da gente de verdade.

Eu me percebi seca, sem argumentos... eu não queria explicar as coisas que já tinham acontecido e o quanto eu já me machuquei, mas também não podia concordar com o que ele dizia. Mais uma vez eu me via desconfiada, duvidando das palavras de alguém.

- Ah, deixa disso. Você não precisa sorrir...
- Eu to feliz mesmo, é sério. Eu não me sinto assim há muito tempo.
- Até parece...

Eu ainda quero encontrar alguém em quem eu possa confiar. Mas eu sei que nunca vou poder confiar completamente em ninguém.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não gosto de gente derrotista. Tenho nojo, ódio e vergonha de gente assim.
Não gosto de gente melodramática. Acho ridículo se fazer de coitado. Isso pra mim
É doença.
Não gosto de gente pessimista. Pessoas pessimistas, além de serem desfocadas, desagradáveis, derrotistas e medrosas, são como um câncer. E estragam a energia de qualquer ambiente, além de detonarem meu bom humor.

Também não gosto de um milhão de outros tipos de pessoas, e eu sei que nos últimos tempos eu tenho falado demais das coisas que não me agradam nos outros, mas é que meus meses tem sido muito voltados a isso. Além de observar as pessoas, e ter tido ainda mais tempo pra isso (ócio é uma merda), eu também tenho tido bastante decepções nos últimos meses.
Sinceramente eu prefiro ver isso como algo bom, não ruim. Sei lá, eu acho que tudo na vida é uma questão de foco. Quase nada é de um jeito só. Se eu focar o tempo inteiro nas coisas que não me agradam, eu me destruo. Porque vai sempre existir alguma coisa que não me agrada.
Eu comento bastante sobre isso, mas em 99% das vezes não é como reclamação e sim como reflexão. Eu tenho amadurecido muito de um ano pra Ca, e principalmente nos últimos meses. A minha cabeça mudou demais, devido a certas coisas... eu fui obrigada a me tornar mais madura e isso me ajudou a enxergar muitas coisas de uma forma diferente, e uma dessas coisas era que tipo de pessoa eu queria ter na minha vida. E as vezes fazer “uma limpa”, por mais doloroso que possa ser, é bastante necessário.

Digo que é algo bom, porque... apesar de me decepcionar, eu consigo enxergar quem é quem, e isso é muito importante. Manter certas pessoas na nossa vida é um atraso gigantesco. Se eu evito ao máximo que eu mesma me fira, não acho justo deixar que qualquer outra pessoa possa ficar fazendo isso. Se eu me podo quando me firo, e se eu me afasto da minha própria mãe por isso, por que diabos eu permitiria que qualquer outro ser humano tivesse esse poder? Já que não existe amor maior do que o que eu tenho por mim e a minha mãe. Mas eu me enfrento, e eu soube muito bem por muito tempo o que era sofrer por causa dos erros dos outros.

Eu já tive que abandonar muita coisa e abandonar muita gente. E eu aprendi que se você não tem algo, você vai achar o que presta no que você tem... até transformar isso o mais próximo possível do que você queria. Ficar se remoendo por ausências não leva a nada. Aceitar certos fatos é uma questão de maturidade e desprendimento.

Eu me sinto só, não no sentido de “estou tão sozinha sem ninguém por perto, sem ajuda”, não... não é isso. É sozinha no sentido de ter que resolver coisas que só eu posso fazer, e me desligar de certas pessoas que realmente faziam parte de mim, então é como arrancar pedaços seus. Acho que essa “solidão” me ensinou a ser mais corajosa e mais firme.
O que me sustenta é saber que apesar de uma “legião” de filhos da puta que tem aumentado cada vez mais no mundo, existem ainda algumas pessoas que prestam. Pessoas inteligentes, bonitas por dentro, agradáveis, sensatas, educadas, batalhadoras. É tão importante respeitar qualquer pessoa que seja, e ultimamente isso tem sido muito esquecido.

Não acho que viver seja tão complicado assim. Quer dizer, até é... em alguns momentos. Mas é FATO que a vida é feita de várias fases. Todas as vezes que eu fico triste, eu tenho consciência de que aquilo não passa de um momento, que deve sim ser vivido (na maior parte dos casos). Acho que a gente deve chorar mesmo, quando dói... tem que viver aquele momento, pra não deixar que ele seja de novo o momento. Não viver, calar, negar, abafar... acho que não existe nada no mundo pior do que isso.

Não é tão difícil assim viver o tempo todo. Algumas coisas machucam muito e eu sei que momentos e segundos são capazes de fazer a gente enlouquecer. Eu já enlouqueci mil vezes por dor... eu já me senti absurdamente vazia e sozinha, mesmo ”tendo tudo”. E eu sabia que não era nada que um tempo não passasse, mas enlouquecia...
Eu só acho que as vezes as pessoas reclamam demais e se fazem muito de vítimas. Pouquíssimas coisas que realmente me machucam são abertas as pessoas. Se eu contasse tudo o que eu já tive que fazer pra chegar até aqui, e tudo o que eu já vivi, eu podia me aproveitar pra chamar atenção, mas sinceramente acho ridículo. Eu prefiro que as pessoas me vejam pelas coisas que eu conquistei, do que pela ausência de qualquer coisa que eu tive na vida. Ou por pena. Pena é ridículo, eu prefiro admiração.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

...

Tudo o que existia aqui dentro foi jogado fora, tudo morreu. Não vejo mais aquela parte que um dia foi minha… e quase nada mais me toca.
Como nesses poucos anos em que estive ausente você pode se deixar perder tanto? Quem vai cuidar de você, agora que fui embora…
Não olho mais pra trás, e eu sei que um dia isso vai me cortar por dentro. Eu te vejo morrendo, mas todos os jeitos que encontro de te negar, me mantem viva. E pela primeira vez eu escolhi viver.
Eu sei que logo isso vai me pegar de surpresa. O buraco está ficando cada vez mais fundo e você não se segura.
Você teve suas chances de viver, seu tempo de escolher… e nada mais que eu faça vai poder te salvar. Meus braços nao alcançam mais o buraco em que você se enfiou, e eu nao me perderia novamente nele por você.

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.