sexta-feira, 20 de maio de 2011


As pessoas (muitas vezes) não são nada e se acham no direito de dizer o que ou como você deve falar, agir, viver. O ser humano tem uma mania massante de achar que as pessoas tem que agir de forma igual. Se você fala além do comum (não do normal, do comum) você ta errado. Se você fala onde não falam, você automaticamente está errado. Se você tem um gosto musical estranho, diferente, você é esquisitão, e ta errado. Qualquer, qualquer coisa que seja um pouco diferente, você ta errado e te chamam atenção e querem que você seja e faça de outro jeito. Como assim?!

Uma vez, um amigo meu brigou muito feio com um affair, eles terminaram, e ele engoliu um monte de coisas que deveria ter dito na hora. Depois de sei lá, um mês... com algumas provocações ele não se aguentou, virou pra mim e disse: Aline, eu to me segurando, pq a minha vontade é falar poucas e boas, um monte de coisa que ta entalada na minha garganta.
Sabe o que eu disse? FALE! Fala TUDO, coloca pra fora tudo o que te incomoda, porque se o erro foi dele, o peso deveria estar nele, e não em você.

Sabe por que? Porque uma boa parte da vida as pessoas passam sendo reprimidas no trabalho, ou até em casa. Obedecendo ordens, aturando desaforos, reprimindo a sua personalidade e criatividade. Você não pode mandar seu chefe tomar no cu pq precisa do emprego, não pode gritar na empresa e se descabelar no transito e passar por cima de todos os carros, não pode mandar sua mãe se foder, porque ela te sustenta.
Mas as pessoas que não merecem o seu respeito, e que não pagam as suas contas, não tem o direito de fazer você se sentir entalado com absolutamente nada. Esse é o tipo de pessoa que se você não quiser, você não precisa conviver. Isso sim, é ser saudável. É ter o direito de ser como quiser, de se expressar e escolher as pessoas que você quer pra sua vida pessoal.

Esse é um direito que ninguém pode te tirar. E que é essencial para você se sentir pelo menos um pouco mais livre e satisfeito.

terça-feira, 17 de maio de 2011



Eu torço para ter alguma coisa que ainda me faça torcer, que me faça ter vontade de ir em frente, que faça eu me sentir tão completa a ponto de que, sem isso, eu não me sinta eu mesma.
Minha caminhada é um círculo que sempre me faz ter dúvida sobre a coisa certa. Minha maquiagem é exagerada, meu silêncio é o grito mais alto que eu posso dar. Minhas noites são clarões inspiradores comigo mesma, e nada pode me mudar ou cortar as minhas asas. O meu frio e calor, são internos, meu incomodo é interno e me faz ir cada vez além

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Hoje de manhã eu estava me arrumando pra vir trabalhar e comecei a pensar em algumas coisas.

Sabe, eu sempre vi muitas mulheres ao meu redor acordando cedo para ir trabalhar, chegando tarde, fazendo janta para marido e filho. E isso incluía os finais de semana. Eu sempre desgostei desse estilo de vida, sempre tive pavor. Acho que ter um filho deve ser algo maravilhoso, filho vai ser a sua família pra sempre, independente de casamento ou relacionamentos frustrados. Um filho é uma herança que você deixa pro mundo. Também não desgosto da idéia do casamento. Ao longo dos anos você precisa cada vez mais de algum companheiro que te respeite e te ame do seu lado. Mas a idéia de perder a minha feminilidade para me tornar mãe, apenas mãe, sempre me assustou muito!

Antigamente o dever da mulher era ficar em casa, sem renda, dependente do marido, cuidado da casa e dos filhos. Atualmente as mulheres se orgulham de terem conquistado espaço dentro das empresas e voz dentro de casa, enfim... modernas e independentes. Mas, até onde isso é real?

O que eu vejo na maior parte dos casos, é que embora alguns homens ainda tenham se libertado da idéia machista de que a mulher, única e exclusivamente, cuide da casa, isso continua acontecendo, e talvez de uma forma até pior. As mulheres acordam cedo, vão para o trabalho porque precisam ajudar a sustentar a casa, e quando chegam, as tarefas não são divididas igualmente. É sempre a mulher responsável pela janta, pela roupa do filho, pelo banho do filho, pela louça, pelo pano na casa e pela roupa passada em prol da família inteira.

Ou seja, além de cuidar da casa e dos filhos, ela também sai pra trabalhar, e no geral deixa de ser mulher, pra virar um utensílio doméstico. Como uma máquina de lavar que nunca pode quebrar e deixar a família na mão, a mulher, ou melhor... a mãe/esposa não pode se dar ao luxo de ficar doente, nunca pode colocar a cueca do filho no armário do pai, nunca pode perder o horário, nunca pode deixar um espaço na vida único e exclusivo pra ela mesma, pra sua própria companhia e vaidade, porque um utensílio doméstico nunca pode parar.

Já que nós conquistamos nossa “independência” financeira, que tal conquistar nosso espaço como MULHER dentro da nossa família?

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.