sexta-feira, 13 de maio de 2011


Hoje de manhã eu estava me arrumando pra vir trabalhar e comecei a pensar em algumas coisas.

Sabe, eu sempre vi muitas mulheres ao meu redor acordando cedo para ir trabalhar, chegando tarde, fazendo janta para marido e filho. E isso incluía os finais de semana. Eu sempre desgostei desse estilo de vida, sempre tive pavor. Acho que ter um filho deve ser algo maravilhoso, filho vai ser a sua família pra sempre, independente de casamento ou relacionamentos frustrados. Um filho é uma herança que você deixa pro mundo. Também não desgosto da idéia do casamento. Ao longo dos anos você precisa cada vez mais de algum companheiro que te respeite e te ame do seu lado. Mas a idéia de perder a minha feminilidade para me tornar mãe, apenas mãe, sempre me assustou muito!

Antigamente o dever da mulher era ficar em casa, sem renda, dependente do marido, cuidado da casa e dos filhos. Atualmente as mulheres se orgulham de terem conquistado espaço dentro das empresas e voz dentro de casa, enfim... modernas e independentes. Mas, até onde isso é real?

O que eu vejo na maior parte dos casos, é que embora alguns homens ainda tenham se libertado da idéia machista de que a mulher, única e exclusivamente, cuide da casa, isso continua acontecendo, e talvez de uma forma até pior. As mulheres acordam cedo, vão para o trabalho porque precisam ajudar a sustentar a casa, e quando chegam, as tarefas não são divididas igualmente. É sempre a mulher responsável pela janta, pela roupa do filho, pelo banho do filho, pela louça, pelo pano na casa e pela roupa passada em prol da família inteira.

Ou seja, além de cuidar da casa e dos filhos, ela também sai pra trabalhar, e no geral deixa de ser mulher, pra virar um utensílio doméstico. Como uma máquina de lavar que nunca pode quebrar e deixar a família na mão, a mulher, ou melhor... a mãe/esposa não pode se dar ao luxo de ficar doente, nunca pode colocar a cueca do filho no armário do pai, nunca pode perder o horário, nunca pode deixar um espaço na vida único e exclusivo pra ela mesma, pra sua própria companhia e vaidade, porque um utensílio doméstico nunca pode parar.

Já que nós conquistamos nossa “independência” financeira, que tal conquistar nosso espaço como MULHER dentro da nossa família?

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.