terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bem-me-quer; Como eu te quero


É uma infinidade de manchas roxas que eu cultivo com carinho desde que nos conhecemos. A cada final de semana você me deixa umas mil a mais de presente, e sempre espirra em mim aquele perfuminho que me faz ter saudade de você quando o final de semana termina segunda - feira às 5 e pouca da tarde.

De segunda pra terça eu sempre me consolo no travesseiro por falta de onde enrolar os meus braços e sinto a sua falta, até a sexta chegar mais uma vez. E você me encontrar quase sempre toda maquiada e fazer questão de reclamar do meu gloss e sempre tirar a minha sombra escolhida a dedo, quando me beija. E ter a cara de pau de dizer que cozinha pra mim enquanto Poe no forno uma pizza da sadia.

E apesar de sempre me deixar com uma marquinha da sua inocente delicadeza de gigante xuxu machucante, você cicatriza cada vez mais as minhas feridas internas. Por isso eu gosto tanto de você, deliciosinho ;)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009


...e saber encarar os fatos como aprendizado e divertimento. Em algum momento um estalo repentino me fez enxergar que gargalhada cura o mal, e o poder de gargalhar está no que a gente escolhe ser a cada dia.

Aprender que se aprende realmente. Que se torna mais calmo, mais divertido ou desligado daqueles antigos detalhes próprios do ócio, não era nada culpa da nossa cabeça, apenas culpa do vazio. O vazio que nós nos deixamos estar por preguiça. Deu pra perceber que existe. Não porque foi João ou Maria... mas porque foi, porque uma hora seria. Fato! E que existe paciência, e ás vezes eu nem me pego pensando de novo em 1,2,3.. e que pequenas gentilezas não matam, que da pra perceber a nossa espontanea e "sutil" grosseria a tempo de consertá-la.

Que os artistas, os loucos e os soltos vivem mais
talvez menos, na questão de tempo. Mas mais, no sentido de saber aproveitar o viver.

Meu amigo, soorria. Você nunca mais vai viver isso novamente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cores...


Eu tentava descobrir em qual tom os meus pincéis mais se identificavam. Meus dedos dançavam suaves e ritmados com os movimentos da minha mão, quase como uma coreografia perfeita ensaiada.
Eu não precisei de mais de uma tela pra saber o que eu queria da vida. Tava ali, diante dos meus olhos o que de fato incrivelmente me preenchia, como nada antes conseguiu completar aquele buraco que existia dentro. Eram cores.

Cores que se misturavam naturalmente pelas minhas mãos e criavam novos tons. Eu nunca precisei que alguém me ensinasse a colorir. Agora eu acredito realmente no significado da palavra “dom”. Ter o dom, conseguir naturalmente, fluir... como se você já conhecesse aquilo há anos.
Rabiscar a pele de alguém como forma de arte. Dar vida. Eu sempre consegui dar vida a tudo o que eu tocava. E essa é a minha forma, através dos tons. Preencher de sonhos e significados um corpo, um papel, uma tela... seja lá o que for. Expressar por imagens o que existe de mais íntimo dentro do nosso coração.

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.