quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Sabe, nós somos dois viciados.

Você das suas certezas e eu do meu paraíso particular.


Se finalmente conseguirem cortar as minhas asas, sinceramente, prefiro a morte.



Eu não sei exatamente quanto tempo faz que as coisas parecem ter se “emaranhado” todas num “fuzuê” de merda entre; obrigações-insatisfação-dor de primeiro amor-cansaço-frustrações e uma vida que não cabia em mim.

Bom, de novembro pra cá eu não vou dizer que as coisas estão um mar de rosas. Mas também não posso ser injusta. Eu achei que 2009 pra mim seria lindo por finalmente ter me livrado de algo que me perturbava muito e finalmente, pela primeira vez na vida ter achado alguma coisa que eu realmente gostasse. Eu precisava demais me sentir completa.

Sempre me cobraram a tal da responsabilidade de saber o que eu queria pra minha vida e me dedicar a alguma coisa, enfim, estudar. Quando de fato eu me afeiçôo por algo, obviamente esse algo deveria ter alguma coisa de “errado”, ou não seria eu HAHAHAHA.

O fato é que eu nunca procurei mesmo a aprovação de ninguém, e de muitos meses pra cá eu tenho aprendido muitas coisas. Às vezes gritar não leva a nada. Da forma mais cruel eu tive que entender isso. As pessoas não querem ouvir você gritando e às vezes não querem também te dar margens para explicações. Talvez se a gente julgasse menos e ouvisse um pouco mais o que acontece dentro da cabeça de quem está do nosso lado, algumas situações fossem mais simples. Mas quando a vida inteira você queima o seu próprio filme, essa é a conseqüência que se paga por não te levarem a sério.

Enfim, fazer o que deve ser feito, contar 1, 2, 3. Excelente, nem doía tanto mais. O Diego foi uma ótima escola de como me irritar e “não transparecer.”

Eu fui sozinha e as coisas não foram tão fáceis quanto eu achava. Já passou da metade do ano e agora eu acho que to começando a colher os frutos de todas as coisas que eu plantei. Eu lembro bem de muitas vezes sentar naquele balanço pra pensar na vida e desejar que as coisas fossem um pouco diferentes ou pelo menos tentar resgatar o meu equilíbrio. “Não pirar” tem sido o meu mantra há meses.

E a única coisa que eu posso dizer é que ainda vale a pena. Sabe, eu não suportaria ter que recolher novamente as minhas asas.

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.