sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Vazar pelo lápis e deixar que todas aquelas idéias pesem quase que unicamente num papel. Que corte, sangre, seja lá o que for... mas que não me sufoque mais. Eu preferia deixar que um peso voltasse realmente ao seu dono. Acho que chegou hora de dividir algumas coisas, queridinho. E eu sinceramente não me importo se as suas bagagens já são muito pesadas.

Sabe, a minha vida inteira você me fez pensar que a culpa era única e exclusivamente minha... mas só agora eu percebi o quanto eu não precisava acreditar nisso.
Também não me interessa o que você acha ou o quanto você se importa com toda essa historia. O que me interessa é o que eu vou tirar de mim e deixar com você. Pode ter certeza que não são mais idéias de como seria bonito te ter por perto. Eu aprendi que se determinadas pessoas não podem suportar a delicadeza de ter as mãos leves, algumas outras tem essa habilidade. E veja o que eu encontrei em mim mesma; duas mãos.

E que tudo volte a ser seu, somente seu.

“Se existe alguém que pode te machucar, existe alguém que pode curar suas feridas”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Christian Woman


"A cross upon her bedroom wall, an image burning in her mind and between her thighs. When will you cum again? On your back or knees, there's no forgiveness for her sins. For her lust she'll burn in hell. She needs the body of christ. She'd like to know god, ooh love god, feel her god inside of here... deep inside of her."

...dessa vez alguém me segurou tranquilamente e quis me levar pra passear nos mesmos bosques escuros de antes, de mãos dadas... passo a passo naturalmente e me mostrar que não existiam tantos motivos pra ter medo. Eu tô passando pelos mesmos caminhos e vendo que o lobo mal nem sempre está presente. Que em determinados momentos as trilhas do bosque tem iluminação.
Talvez eu tenha escolhido sempre passear pela madrugada, nos horários mais perigosos, e acabei achando que aquele era sempre um lugar sombrio e perigoso. E alguém ta me mostrando que pode ser ao contrário, que pode ser seguro.

E sabe, dessa vez eu não quero fazer barulho e assoviar pro lobo mal vir brincar comigo.

domingo, 23 de agosto de 2009


Afinidade é uma palavra doce na minha boca.

A mesma sintonia de pensamentos, um gesto simples... ler nos olhos de alguém muito mais do que dizem os lábios. Espontaneidade.
Sabe, como se perto de algumas pessoas você fosse mais que um salto alto e a sombra dos olhos não importassem tanto. E a sua historia de vida contasse muito mais. Gostar de alguém não pela quantidade de noitadas e porres ela agüenta com você ou o quanto ela tem de beleza, mas pelo tanto que ela te conhece, e ainda te acha um presente, mesmo com os seus defeitos. Aqueles maus hábitos nos aproximam e se tornam engraçados. Intimidade acontece. As palavras surgem, e o contato é doce e saudoso.

Espero que vocês se permitam viver o que nunca viveram e sentiram na vida.

terça-feira, 18 de agosto de 2009


The Northern Hemisphere (C. Forest)

A noite está fria e brilhantemente clara.
Cumes após cumes das gloriosas montanhas geladas
subiram para a cúpula do céu escuro.
Na paisagem, dentes cristalinos serram
as profundezas dos fiordes negros.

As montanhas perderam a nitidez e tornaram-se suaves
tingidas de azul como o grande dia de inverno.
Qual cresceria em um crepúsculos que evoluiria
lentamente para a vida.

Sobretudo os picos do céu Polar cintilariam a
radiação fantasmagórica das luzes do Norte.
Um lago congelado descarrega um fluxo igualmente congelado.
O frio é cruel e imperdoável como a paisagem.
No Norte.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Tô aprendendo a conviver com a felicidade







...isso me consome muito! ;)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Eu sempre fui meio “sonhadora” sentimental. Sempre quis e esperei o melhor das coisas e das pessoas. Apesar de muitas porradas na cara, eu não acho que isso tenha acabado por completo. Eu também aprendi a por um pé atrás e ter consciência de que a vida não era tão simples quanto parecia. Merda também acontece, e isso é normal.

É verdade que eu vi muitas Aline’s passando por todos esses anos. E são absurdas as diferenças. Talvez eu tenha realmente me tornado um pouco menos otimista e mais desconfiada. Mas não acho que seja de todo ruim.

Eu aprendi que qualquer pessoa é capaz de qualquer coisa. Seja seu melhor amigo, mãe, irmão, namorado. E que isso não significa não confiar em mais ninguém. Quando eu estendo uma mão e entrego o meu coração, é porque antes me deram motivos. Motivos que podem ser ou não reais.

Ao longo da minha vida as decepções não me fecharam e nem me deixaram murcha. Eu aprendi que dói, dói muito. Doía muito mais do que eu achava e vai doer muito mais do que eu imagino também. E foi exatamente a intensidade dessa dor que me deixou um pouco mais tranqüila. Porque eu aprendi que até estar em prantos naquela cama sem ar e sem nenhuma vontade de continuar no dia seguinte, também passava.

Talvez fosse melhor deixar de contar as horas pra viver as horas. Ainda que elas machuquem.


Quero saber o que mais deseja
e se ousa sonhar satisfazer
os anseios do seu coração

Eu quero saber se você
correria o risco
de parecer tolo por amor
pelo seu sonho e a alegria em estar vivo

Eu quero saber se já foi até o fundo
da sua própria tristeza
se as traiçoes da vida o enriqueceram
ou se você se tornou murcho e fechado
Por medo de mais dor

Quero saber o que te sustenta
quando todo o resto desmorona
e se nos momentos de solidão
você realmente gosta da sua companhia.


Você pode ver beleza todos os dias
ainda que ela não seja sempre tão bela?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009


Sabe, nós somos dois viciados.

Você das suas certezas e eu do meu paraíso particular.


Se finalmente conseguirem cortar as minhas asas, sinceramente, prefiro a morte.



Eu não sei exatamente quanto tempo faz que as coisas parecem ter se “emaranhado” todas num “fuzuê” de merda entre; obrigações-insatisfação-dor de primeiro amor-cansaço-frustrações e uma vida que não cabia em mim.

Bom, de novembro pra cá eu não vou dizer que as coisas estão um mar de rosas. Mas também não posso ser injusta. Eu achei que 2009 pra mim seria lindo por finalmente ter me livrado de algo que me perturbava muito e finalmente, pela primeira vez na vida ter achado alguma coisa que eu realmente gostasse. Eu precisava demais me sentir completa.

Sempre me cobraram a tal da responsabilidade de saber o que eu queria pra minha vida e me dedicar a alguma coisa, enfim, estudar. Quando de fato eu me afeiçôo por algo, obviamente esse algo deveria ter alguma coisa de “errado”, ou não seria eu HAHAHAHA.

O fato é que eu nunca procurei mesmo a aprovação de ninguém, e de muitos meses pra cá eu tenho aprendido muitas coisas. Às vezes gritar não leva a nada. Da forma mais cruel eu tive que entender isso. As pessoas não querem ouvir você gritando e às vezes não querem também te dar margens para explicações. Talvez se a gente julgasse menos e ouvisse um pouco mais o que acontece dentro da cabeça de quem está do nosso lado, algumas situações fossem mais simples. Mas quando a vida inteira você queima o seu próprio filme, essa é a conseqüência que se paga por não te levarem a sério.

Enfim, fazer o que deve ser feito, contar 1, 2, 3. Excelente, nem doía tanto mais. O Diego foi uma ótima escola de como me irritar e “não transparecer.”

Eu fui sozinha e as coisas não foram tão fáceis quanto eu achava. Já passou da metade do ano e agora eu acho que to começando a colher os frutos de todas as coisas que eu plantei. Eu lembro bem de muitas vezes sentar naquele balanço pra pensar na vida e desejar que as coisas fossem um pouco diferentes ou pelo menos tentar resgatar o meu equilíbrio. “Não pirar” tem sido o meu mantra há meses.

E a única coisa que eu posso dizer é que ainda vale a pena. Sabe, eu não suportaria ter que recolher novamente as minhas asas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


Chorando pelo vazio.

Sabe, sempre achei muita ignorância da sua parte pensar que existia vazio. Pra todos os lugares que eu olhava existia vida. E vida nunca tem a ver com vazio. Talvez você estivesse mesmo morta por dentro. Mas nada que não possa te ressuscitar.

Ei, você viu o sol brilhando hoje de manha? Eu sabia que isso perturbaria a sua cabeça. Claridade nunca foi algo que você admitiu muito. Eu sei, você nunca quis que alguma coisa te enxergasse por dentro. Olha só, eu acho de verdade que você quer mesmo é ser assim, sabia? É... desse jeito chato muito pra baixo. Eu nem acho que as coisas são tão lamentáveis como você vê. Então deixa dessa.

Um dia vai fazer muito sol, muito sol, o dia inteiro. A primavera já ta chegando. E aí eu quero ver qual desculpa você vai dar pro mundo. Vai se enroscar no edredom mais uma vez? Sua fraca! Todo mundo já percebeu que não passa de um defeito seu, só seu. Não tem mais nada a ver com a forma que a sua vida leva.
Mas ta, vai. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. A Clarice dizia que nunca se sabe qual deles sustenta o nosso edifício inteiro.

Buona notte, principessa.

Riposi in pace ;)

domingo, 9 de agosto de 2009


Excêntrico
adj. Que não tem o mesmo centro. / Fig. Extravagante, original, que pratica excentricidades, ridículo, esquisito: indivíduo excêntrico.

Hoje eu agradeço a todos os problemas que tive na vida, um por um. Por terem me tornado quem eu sou hoje.


...e continuo preservando o meu direito de rir alto.

Você também é artista? isso nãããão passa! HAHAHAHAHAHAHAHAAHA

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


É muito comum falar de amor. E parece que muitas vezes medonho também.

Eu sempre quis me sentir tocada por algo que fizesse o meu coração bater de verdade por mais de um mês. Alguma coisa que não fosse simplesmente paixão. Que não precisasse necessariamente chegar fazendo barulho, rasgando as coisas e mudando tudo. Algo que depois de pouco tempo fosse embora e me deixasse toda descabelada e desarrumada precisando achar o centro. Alguma coisa que finalmente tocasse um coração tão sensível e ao mesmo tempo “impenetrável”.

Sentir falta de um amigo, to falando de saudade mesmo, boba. Gostar de algum homem pelo que ele era e o quanto ele me conhecia e não pelo quanto de beleza ele tinha. Fazer questão de alguém, gostar de alguma coisa tão verdadeiramente que me fizesse colocar isso antes de tudo, e entregar o que eu tinha e arrumar o que eu não tinha pra conseguir.

A minha vida inteira eu acho que me afastei inconscientemente de tudo que me fizesse sentir de verdade. Não que eu não gostasse das coisas ou das pessoas, mas eu me achava suficiente. Eu achava que me bastava, e as coisas não são assim. Uma vez me disseram que ninguém vence sozinho. E é real, ninguém vence.

Por mais esquisito que fosse, eu sempre quis aquela tristeza estranha da saudade, ainda que o não sentir fosse a minha “defesa”, não sentir também me deixava isolada. Uma parte estranha no mundo. Eu precisava me sentir tocada. Chorar e ser real.

Sair de casa me fez ser o inverso do que eu era. “Uma estranha dor humanizou a minha alma”. Pode parecer esquisito e contrário do que geralmente acontece. Mas a saudade de todas as coisas e pessoas, a distância, a solidão e a dor ao invés de me tornarem mais frio ou fechada, me humanizaram.

Fato, que hoje eu sei o que é amar alguém. E aprendi bem as grandes diferenças entre o amor e paixão. E descobri o que caracteriza alguém de quem a gente ama e quem a gente gosta, simplesmente. E aquele lance de gostar tanto de algo a ponto de dar as forças do útero pra isso, também está valendo.

Sabe, é muito mais doloroso sentir e fazer questão. Mas é muito mais gostoso e menos só, também.

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O fato de ser um furacão me mata, ao mesmo tempo que me fortalece.